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SEGURANÇA DO TRABALHO: SOCORRO EM OBRA


É aquela velha história, “não vai acontecer comigo” ... ATÉ ACONTECER... E quando acontecer, você está preparado para prestar os primeiros socorros? Este é um assunto muito amplo e complexo, entretanto, nós gostaríamos de chamar a atenção de vocês para os procedimentos básicos em caso de um acidente:

1- O primeiro passo é o mais clichê de todos... Manter a calma.

Embora seja muito complicado nós que não somos acostumados a nos deparar com situações de lesões a terceiros, é fundamental raciocinar com clareza, buscando sempre o melhor para seu “paciente”. Assim, quando necessário: Pare!! Respire fundo por 5 vezes aproximadamente até que o cérebro volte a oxigenar de forma correta e você consiga pensar com mais clareza. Se possível, utilize um saco para respirar, igual aqueles de desenho e filme...

Respirar dentro do saco faz com que o seu organismo retome o equilibro entre oxigênio e dióxido de carbono mais rapidamente.


2 - Com a ajuda de um terceiro, mantenha a área isolada, aglomerações podem agravar o estado do paciente;



3 - Embora todos os procedimentos sejam complicados para nós, este se faz um pouco mais complexo, pois é fundamental estar calmo para conseguir executar com clareza e frieza. Neste momento, é importante verificar o estado da vítima e do meio ambiente atrás das seguintes respostas:

I – O que aconteceu?

II – A vítima está consciente? Se sim, converse com ela... Pergunte o nome dela, o nome e telefone de emergência (geralmente um parente próximo) ... É válido perguntar se está sentindo alguma dor, sono ou algum outro sintoma atípico e se possuí alguma doença como diabete por exemplo.

III – Como está o ambiente do acidente? É insalubre ou perigoso? Possui risco de agravar o acidente? Possui risco de incêndio/explosão ou de desmoronamento? Se sim, retire a vítima do local para evitar uma tragédia.



Observe que neste passo temos que ter um pouco de cuidado para não agravar os traumas do acidentado(a)... E não se assuste, com dor, ao ser movido é provável que a vítima grite, pois podemos acabar mexendo no trauma do acidente.

A... Mas aprendemos que não podemos mexer na vítima... Bom, devemos ter bom senso neste caso, por isso é importante avaliarmos o risco do ambiente, pois se não apresentar risco, de fato não devemos mexer no paciente.

IV – Em um ambiente seguro, devemos verificar quais são os traumas decorrentes do acidente. Caso haja algum, qual o tipo dessa lesão? Há hemorragia? Há fraturas (é exposta ou não)? Há algum órgão exposto?


* NÃO SE ESQUEÇA: Esteja sempre conversando com a vítima!!!

4 – Se possível, um terceiro deverá ligar para o socorro ao longo da execução do passo 3, caso contrário, faça isso você mesmo logo após o passo anterior.

Neste passo, é essencial que você esteja próximo da vítima, tendo em vista que o atendente irá realizar uma série de perguntas para saber qual viatura e quais profissionais enviar... Decorrente do passo anterior, algumas você já saberá responder, mas é possível que haja alguma pergunta mais especifica que você irá precisar estar junto da vítima.

Aproveitando o assunto... Você sabe para qual número ligar? Todos deveriam saber desde pequeno, afinal, nunca sabemos quando vamos precisar, né??

190: Polícia – Ligue caso precise de suporte para chegar até o local ou ainda de segurança.

192: SAMU – Ligue em caso de acidentes que necessitam de atendimento clínico.

193: SIATE / Corpo de Bombeiros – Ligue em caso de acidentes que irão precisar de algum tipo de intervenção no ambiente, como por exemplo um desabamento, explosão ou acidente de carro.


5 – Caso seja necessário, preste o primeiro socorro. Para você que trabalha em obra, é muito importante saber como realizar o primeiro socorro dos traumas mais comuns em obras, que são eles: Sangramentos superficiais, hemorragia, queimaduras, amputação, perfuração, fratura, infarto e desmaio.

* Perfurações com objeto alojado, NUNCA RETIRE.

* Nunca toque no paciente que possui algum sangramento ou corte sem proteger a si próprio. Você não sabe se a vítima possui alguma doença ou não. Caso não tenha luvas, utilize sacolas plásticas por exemplo.



6 – Mantenha o paciente confortável e consciente, se possível.

Como citado no início, este é um assunto muito complexo e delicado. Só quem já passou por isso sabe quão difícil é, por isso, não deixe de se cuidar! Utilize os EPIs e EPCs necessários.

Caso deseje conhecer mais do assunto, realizar um treinamento de segurança do trabalho ou elaborar algum documento relacionado a este assunto dentro da sua empresa, nos procure, será um prazer lhe atender.

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Escrito por: Carlos Alberto Machado, Engenheiro Civil formado na UniFil, em 2013. Pós-Graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho. E-mail: carlos@aegrupo.com.br

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