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FUNDAÇÕES: ESTACAS DE MADEIRA


No terceiro post da série dedicada às fundações em estacas, trataremos das estacas de madeira.

HISTÓRIA

Muito usada até meados do século XX – período antes da difusão do uso do concreto armado – elas eram empregadas quando a camada de apoio às fundações encontrava em profundidades grandes.

Atualmente são utilizadas em construções temporárias, como cimbramento de pontes, viadutos ou obras rurais como cercas e vinhedos.


EXECUÇÃO

Em obras tipicamente provisórias como cimbramentos, escritórios de campo, instalações temporárias, utiliza-se comumente o tronco de eucalipto, com diâmetro acima de 15 cm.


Madeiras que fornecem o tronco reto, sem curvas ou imperfeições são as mais indicadas para esta aplicação. Todas as estacas de madeira são cravadas no local.

Durante a cravação, a cabeça da estaca deve ser protegida por um chapéu metálico, para evitar que o peso do pilão a danifique. A carga admissível das estacas de madeira varia em função da espécie de madeira utilizada. A tabela mostra valores que podem ser assumidos em uma primeira aproximação.


Uma aplicação típica é a construção de cercas ou obras rurais em geral, quando a estaca de madeira é a mesma que atuará como pilar. As imagens a seguir demonstram uma dessas aplicações.







VANTAGENS

A estaca de madeira em geral é mais barata que as de concreto armado.

Resiste relativamente bem às cargas, em relação ao seu custo de construção, sendo muito empregada em obras rurais e provisórias.

DESVANTAGENS

As estacas de madeira têm contra si a questão da deterioração, principalmente em locais onde há variação de nível d’água. Certas espécies de fungo desenvolvem-se bem neste tipo de ambiente. Portanto, a madeira em geral, e a estaca em particular, podem permanecer íntegras se permanentemente molhadas ou permanentemente secas.

A solução para essa situação é o tratamento com sais tóxicos; entretanto, os sais podem se dissolver ao longo da vida da estaca, tornando-se inócuos, ou seja, sem causar resultado prático de proteção.

Outro tratamento é a utilização de cresoto ou creosoto (material derivado do petróleo e da própria fumaça da madeira).


O tratamento na estaca de madeira faz com que o custo aumente muito, tornando o seu uso economicamente inviável.

PROFUNDIDADE e DIÂMETROS MÁXIMOS

Os diâmetros que são fornecidos no mercado variam de Ø10cm a Ø40cm.

Sua profundidade deve ser calculada para cada tipo de obra. Cercas rurais, por convenção, adotam o mesmo comprimento para a altura da cerca e a fundação, em geral no mesmo elemento estrutural. Para obras mais complexas, segue o proposto na NBR 6122/96, que adota um comprimento mínimo de 3,00m.

Sugere-se utilizar apenas uma estaca por ponto, ou seja, não cravar estaca sobre outra estaca a fim de obter maiores diâmetros.

TIPOS DE SOLO

Devido a sua durabilidade em solos permanentemente secos ou permanentemente molhados (trapiches, por exemplo) podem ser utilizados em qualquer tipo de solo.

APLICAÇÃO

Em geral, utiliza-se em estruturas de madeira (trapiches, mezaninos, cimbramentos, por exemplo), provisórias ou não, além de construções rurais, onde o fornecimento de concreto armado é limitado e escasso, ou ainda, inexistente.

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Escrito por: Marcio Meranca Almeida Machado, Engenheiro Civil formado na UniFil, em 2013. Pós-Graduado em Gestão de Projeto e Técnico em Transações Imobiliárias. E-mail: marcio@aegrupo.com.br

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Fontes: Yopanan C. P. Rebello em seu livro “Fundações: guia prático de projeto, execução e dimensionamento”, 2008.

Fonte das fotos: GrupoAE – Arquitetura e Engenharia, Rabaud

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