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FUNDAÇÕES: ESTACA ESCAVADA COM TRADO HELICOIDAL

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No segundo post da série dedicada às fundações em estacas, trataremos da estaca do tipo escavada com trado helicoidal, ou apenas estaca escavada. Para conhecer um pouco sobre as estacas de hélice contínua, acesse o artigo "FUNDAÇÕES: ESTACA HÉLICE CONTÍNUA"

 

HISTÓRIA

 

Acredita-se que este tipo de estaca é utilizado desde os primórdios da construção civil em concreto armado no Brasil, contudo seu uso é normatizado pela NBR 6122 de 1996 (Projeto e execução de fundações).

 

EXECUÇÃO

 

A execução do furo é feita por uma haste metálica montada sobre uma base incorporada a caminhões, tratores ou apenas um chassi metálico sobre rodas; isso permite rápida movimentação no canteiro de obras, desde que a topografia permita.

 

O furo é executado fazendo-se girar a haste helicoidal. Caso o equipamento utilizado apresente esse tipo de haste em toda sua extensão, o furo é feito continuamente até a cota prevista, entretanto, no mercado, os prestadores deste serviço optam pelo trado apenas na ponta, ou seja, é necessário realizar várias descidas no mesmo furo para atingir a cota de apoio.

 

 

Após alcançar a cota de apoio – já prevista em projeto – deve-se inserir a armadura e concretar até o nível de arrasamento da estaca, ou seja, a “cabeça” da estaca. É comum, por uma questão de rapidez realizar vários (ou todos os) furos, protege-los, e em seguida concreta-los de uma vez só.

A cota de arrasamento (CA) é definida em projeto e varia de estaca para estaca. Em geral, esta cota coincide com 10 cm acima da base do bloco de fundação e definir esta cota significa compatibilizar o projeto estrutural com o projeto de fundações, o que confere técnica correta e economia no canteiro de obras.

 

 

OBS.: Sondagem do terreno em diversos pontos (mínimo 2) é obrigatória para o dimensionamento das estacas.

 

VANTAGENS

 

A estaca escavada em geral é mais barata que os outros tipos de fundações profundas e é facilmente fornecida no mercado da construção civil em todo o país.

 

Resiste relativamente bem às cargas, em relação ao seu custo de construção, sendo muito empregada em edificações médias e baixas.

 

 

DESVANTAGENS

 

Este sistema de estacas tem diversas limitações. Pela forma que é executada, não deve ser utilizada em solos instáveis (arenosos, por exemplo) e com presença de água no subsolo (lençol freático).

 

Em geral são imprecisas quanto ao prumo do elemento estrutural, devido a imperfeições no próprio equipamento, não sendo apropriado executar mais de 15m de profundidade. Imprecisão no prumo pode causar excentricidade da carga e corromper o desempenho estrutural da estaca.

 

Não ultrapassam matacões (as chamadas “pedras-bola”), portanto, caso a sondagem indique indícios deste material no subsolo, deve-se estudar outras formas de fundação.

 

Não deve ser executado em dias de chuva.

 

 

PROFUNDIDADE E DIÂMETROS MÁXIMOS

 

Os diâmetros que são fornecidos no mercado variam de Ø20cm a Ø150cm, sendo possível encontrar outros diâmetros, aumentando ainda mais sua versatilidade.

 

A profundidade mínima de uma fundação profunda é de 3,00m, contudo em solos moles (argilas, por exemplo) 3,00m não são suficientes para resistir cargas relativamente baixas, devido os recalques e a tensões em solo “fraco”.

 

Sugere-se não ultrapassar a cota de lençol freático ou os 15m de profundidade, devido a imperfeições no prumo, como citado anteriormente. Contudo, a NBR 6122/96 não define um limite de profundidade de escavação.

 

 

TIPOS DE SOLO

 

Deve ser executado em solos estáveis e isentos de lençol freático, exceto onde houver matacões ou rocha sã. O seu sistema de execução permite que este tipo de estaca possa ser usado como pré-furo na cravação de estaca metálica.

 

 

APLICAÇÃO

 

Além das vantagens e desvantagens apresentadas anteriormente, a principal aplicação deste tipo de fundação cabe a obras de construção civil de médio e pequeno portes, em solos estáveis, sem matacões, isentos de lençol freático e de carga relativamente média (até 100 tf). Projetos que exijam prazos apertados recebem bem este tipo de sistema construtivo, devido rapidez no canteiro de obras.

 

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Fontes: Yopanan C. P. Rebello em seu livro “Fundações: guia prático de projeto, execução e dimensionamento”, 2008.

Fotos: GrupoAE – Arquitetura e Engenharia.

 

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Escrito por: Marcio Meranca Almeida Machado, Engenheiro Civil formado na UniFil, em 2013. Pós-Graduado em Gestão de Projeto e Técnico em Transações Imobiliárias. E-mail: marcio@aegrupo.com.br

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